Em entrevista recente, Celso Amorim, assessor especial da Presidência e ex-chanceler, afirmou que a China se destaca hoje como parceira mais vantajosa para o Brasil, oferecendo maiores oportunidades de investimento e menor grau de incertezas políticas e econômicas em comparação aos Estados Unidos. Segundo ele, Pequim dispõe de recursos robustos para financiar projetos fundamentais de infraestrutura, energia e tecnologia, acelerando a modernização logística e produtiva do país.
Amorim ressaltou que, enquanto o Brasil acumula superávit na exportação de commodities para a China, continua a registrar déficit significativo em serviços e propriedade intelectual com os EUA. Esse contraste, na visão do ex-ministro, revela a necessidade de diversificar parceiros e canais comerciais, aproveitando o fluxo sólido de divisas que vem de Pequim sem negligenciar setores em que Washington ainda detém liderança tecnológica.
O ex-chanceler também criticou as recentes medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos, classificando-as como ameaça ao sistema multilateral de comércio e ao princípio de nação mais favorecida da Organização Mundial do Comércio. Para Amorim, barreiras tarifárias e pressões por acordos bilaterais distorcem regras globais, gerando incertezas que prejudicam exportadores brasileiros e enfraquecem a previsibilidade dos mercados.
Em seu diagnóstico, o caminho ideal não passa por alinhar-se exclusivamente a uma só potência, mas sim por buscar equilíbrio estratégico: manter relações saudáveis com a China e com os Estados Unidos, bem como com outros blocos regionais, garantindo autonomia nas decisões políticas e econômicas. Essa postura, segundo ele, reduz a exposição do Brasil a choques externos e amplia sua margem de manobra em cenários de crise global.
Por fim, Amorim defende que uma diplomacia pragmática, baseada na diversificação de parceiros, é essencial para promover crescimento sustentável e assegurar um ambiente de negócios estável. Desta forma, o Brasil fortalece sua posição no tabuleiro internacional, amplia capacidades de negociação em fóruns multilaterais e pavimenta o caminho para uma década de avanços sólidos.
Este artigo foi inspirado em uma entrevista publicada originalmente pelo site Comex do Brasil. Para acessar o conteúdo completo, visite: https://comexdobrasil.com/china-oferece-ao-brasil-mais-oportunidades-e-menos-riscos-que-os-eua-afirma-celso-amorim.